Saiba porque não andar com seu jaleco na rua?


Sabemos que os jalecos são um importante para a identidade visual dos profissionais que os usam. Ele representa de forma bem significativa a atividade da pessoa, a especialidade (principalmente no caso de profissionais da área da Saúde) e ajuda na identificação em ambientes.

O que poucas pessoas sabem é que os jalecos não devem ser usados fora dos ambientes de trabalho, por uma questão de saúde pública e de respeito pelas demais pessoas nos lugares.

No caso de médicos e enfermeiros, isso se amplifica, pois eles trabalham em ambientes com alto concentração de diversos tipos de microrganismos. Existem leis que proíbem que profissionais da área da Saúde circulem de jaleco fora dos hospitais, consultórios, clínicas e farmácias .

Mas você sabe porque não andar com seu jaleco na rua?

Jaleco: questão de saúde pública

Os jalecos são classificados como EPI (Equipamento de Proteção Individual) e são de uso obrigatório dentro das unidades de atendimento de saúde – consultórios, ambulatórios, enfermarias, centros e unidades de tratamento intensivo.

Também são obrigatórios nos ambientes de pesquisa (independente da finalidade) e farmacêutico (farmácias, drogarias e indústrias).

A finalidade desta exigência é simples: evitar que o profissional – tanto as roupas pessoais quanto a pele não coberta por elas – tenha contato direito com:

  • Substâncias químicas usadas nos procedimentos hospitalares;
  • Microrganismos presentes nos ambientes de atendimento (vírus, bactérias);
  • Sangue e fluidos do paciente.

Além disso, o jaleco também protege o próprio paciente de sujeira e agentes que possam estar na roupa pessoal. Ou seja, o jaleco funciona como uma barreira mútua de prevenção.

Jaleco na rua: questão de proteção pública

O que parece bastante óbvio é que, estando com o jaleco potencialmente contaminado durante seus trabalhos, o profissional não pode sair com ele à rua, pois não só corre-se o risco de contaminar comidas e pessoas com o que estiver no jaleco, como também é possível levar microrganismos da rua para uma área onde pessoas já estão com baixa imunidade.

No caso de profissionais das áreas de Pesquisa e Farmácia, não há o risco de contaminação de pessoas no retorno, mas é possível contaminar na ira para a rua. Em possibilidades pequenas, é possível contaminar trabalhos com partículas que vieram na rua.

Por esse motivo, é fundamental que a legislação seja respeitada, ou seja, que os jalecos não sejam usados fora dos ambientes onde são usados.

Jaleco na rua: vaidade?

Em estudos recentes feitos em São Paulo, notou-se que quase a totalidade de profissionais  médicos e enfermeiros – que circulam fora dos ambientes hospitalares com jalecos é da rede privada de Saúde.

O que nos leva a uma reflexão: este uso indevido seria uma forma de ostentar a profissão? Muitas pessoas ouvidas nas pesquisas afirmaram que se sentiam incomodadas com jalecos na rua por dois grandes motivos:

  • Risco de entrar em contato com microrganismos e pegar doenças;
  • Parecer uma atitude arrogante, já que o jaleco na rua não é necessário como os uniformes de policiais e bombeiros, que precisam ser identificados rapidamente por suas roupas.

Jaleco é uma identidade visual, mas use com moderação

Sem dúvida o jaleco pode fazer um papel importante de identidade da marca para o profissional, mas só válido dentro dos ambientes corretos, onde ele se diferenciará dos demais pela sua especialidade.

Para que o jaleco cumpra essa função importante, algumas dicas ajudam:

  • Sobre a cor: o branco ainda domina, mas é possível usar cores claras e mais vivas, principalmente em ambientes com crianças e idosos;
  • Sobre jalecos estampados: são uma novidade boa que surgiu porque podem ajudar a acalmar e criar uma conexão com crianças;
  • Sobre a parte gráfica: prefira fontes simples e fáceis de ler a certa distância, e se quiser, use uma logomarca que combine com sua especialidade.